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O Lado Negativo das Redes Sociais

A última década testemunhou uma explosão de redes sociais como o MySpace e o Facebook, que acrescentaram uma nova dimensão na área de comunicações e web.

Enquanto tais redes têm feito as pessoas, comunidades e grupos com interesses comuns ficarem mais próximos, o vício em internet tem provocado a dependência, principalmente às redes sociais. Isso tem feito com que os profissionais de saúde reconheçam esse fato como distúrbios psicológicos que vem ocorrendo em todo o mundo. Apesar de vários estudos desenvolvidos na década de 90 estarem focados no uso indiscriminado da Internet, a década seguinte viu o crescimento de uma ramificação desse problema, relacionado a todos os tipos de sites de redes sociais, em especial o Facebook.

Em um estudo recente da Universidade de Atenas, psiquiatras gregos argumentaram que uma mulher que havia ido tão longe ao ponto de perder seu emprego por causa da sua compulsão em verificar e atualizar o seu Facebook, o que é uma das característica do "doente".

Naturalmente, existem diferentes níveis de dependência. Para se ter uma ideia, estudo recente realizado em uma Universidade Tcheca, levou os pesquisadores à conclusão que alunos tinham sua vida procrastinada em desfavor ao uso indiscriminado do Facebook. Embora baseados em uma amostra muito pequena, uma informação interessante é que as pessoas tendem a não ter consciência do tempo investido nas redes sociais, o que naturamente prejudica o desempenho acadêmico.

Por outro lado, verificou-se que pode haver uma correlação entre a baixa auto-estima e um sentimento de inadequação social e da dependência da rede social. Parece que muitos tipos de interação social que apresentam grandes desafios no mundo real para determinados tipos de pessoas se tornaram muito mais fáceis serem ultrapassados no mundo virtual, o que aumenta o risco do vício e afins.

Um estudo mexicano concluiu que os viciados no Facebook (uma categoria definida por supostamente passar mais de quatro horas diárias na rede) tiveram maior incidência de depressão e baixa imunidade física quando comparados aos usuários menos frequentes.

Há muitos fatores que determinam as características de vícios de Internet e redes sociais em diferentes partes do mundo. A natureza e o alcance desses problemas não só são afetados pelo avanço tecnológico e número de computadores conectados per capita e outros tais dados quantitativos, mas fatores culturais também são importantes na determinação da incidência local desses vícios.

Um editorial de 2008 para o American Journal of Psychiatry, IAD (Internet Addiction Disorder), citou um caso ocorrido na Coreia do Sul de uma série de 10 mortes relacionadas a doenças cardiopulmonares em razão do excesso de consumo de café pelos usuários enquanto usavam a Internet. A Coreia do Sul considera o vício em Internet um de seus mais graves problemas de saúde pública. Usando dados de 2006, as estimativas do governo sul-coreano é que aproximadamente 210 mil crianças (2,1%; idades 6-19) são atingidas e necessitam de tratamento. Cerca de 80% das pessoas que se tratam precisam de medicamentos psicotrópicos, e entre 20% e 24% requerem internação.

A média de acesso do estudante coreano do ensino médio é de 23 horas de jogo por semana, o que leva o governo a investir em profissionais destinados a ajudar a resolver o problema. Em particular, os terapeutas se preocupam com o aumento do número de indivíduos que abandonam a escola ou o trabalho para passar seu tempo em computadores. Desde junho de 2007, a Coreia do Sul já formou 1.043 conselheiros no tratamento do vício em internet e estes profissionais estão instalados em hospitais e 190 centros de tratamento.

Cada droga tem um componente de gratificação, e, se as redes sociais estão causando alguma espécie de vício, elas também tem esse componente que deve ser cuidadosamente estudado. Uma pesquisa interessante realizado pela Universidade de Bath (Reino Unido), tentou identificar essas gratificações e concluiu que os usuários obtinham uma variedade de gratificações pessoais ao usar as redes sociais, incluindo a gratificação pelo conteúdo, construção de relacionamentos virtuais, facilidade na comunicação, vigilância informal e simples prazer na navegação. Os diferentes usos e gratificações relaciona os diversos padrões de uso, fornecendo uma importante pista para o tratamento. E quanto maior a frequência de uso, maior o prazer sentido pelos usuários.

Da procrastinação acadêmica a prejuízos para a saúde física e mental, da influência negativa indireta na economia e produtividade nas empresas, várias são as áreas atingidas de forma a chamar a atenção das autoridades competentes. Em razão disso, vislumbra-se um terreno fértil e muito trabalho para pesquisadores para os próximos anos. Porque de tudo isso, uma coisa é certa: esta é uma realidade da qual não se pode fugir.

E você, quais as influências (positivas e/ou negativas) das redes sociais sobre sua vida ou de pessoas conhecidas?




Sobre o Autor

Cláudio Corgozinho

- Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Life, Executive & Professional Coach, Problogger, idealizador do Mais Dinheiro No Seu Bolso.


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